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Sobre a noite:
Nesta noite rara, encontram-se a grande música européia e a maravilhosa tradição do choro clássico brasileiro.
Uma noite em que o amor e a dança parecem ser as primeiras matérias-primas ou pelo menos as mais profundas inspirações para músicas de enorme qualidade
de invenção. A dança está presente quase sempre no segundo sexteto de Brahms para cordas, escrito para pares de violinos, violas e violoncelos. Ele ora brinca com
a gavota, uma dança barroca do século 18, ora lembra a dança folclórica checa "furiant" (num ¾ que a torna muito parecida com a valsa vienense). E o amor é mote
contínuo do sexteto-abertura da ópera "Capriccio" de Richard Strauss (1864-1949).
Nos choros brasileiros, dança e amor juntam-se em doses variáveis em cada uma destas gemas da música popular brasileira. Um passeio ao mesmo tempo
curtido e rigoroso, porque é conduzido por Maurício Carrilho, o mais sério pesquisador do choro e das nossas músicas populares. A começar com os dois pioneiros
da nossa música, Chiquinha Gonzaga e Ernesto Nazareth. Ela, primeira maestrina, feminista e autora de obras-primas como o tango brasileiro "Gaúcho"; ele,
"pianeiro" carioca da gema, soube misturar, numa alquimia genial, pitadas de Chopin com o swing da autêntica música popular do início do século 20.
Joaquim Callado (1848-1880), o primeiro grande nome do choro, assina uma coreográfica quadrilha, "Flores do Coração" e Anacleto de Medeiros (1866-1907)
o "schottisch" ou xote "Implorando". Carrilho inclui "Cochichando" de Pixinguinha, o maior gênio que o choro produziu; e conclui com duas composições próprias,
atestando a vitalidade do choro neste início de século 21.
Clique nas fotos para ver a Biografia:
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Hagai Shaham (Israel)
Violino. Dono de técnica assombrosa e profunda personalidade musical, Hagai Shaham é internacionalmente reconhecido como um dos melhores jovens violinistas
israelenses em anos recentes.
Hagai Shaham começou a estudar violino aos 6 anos, com Ilona Feher. Estudou também com Elisha Kagan, Emanuel Borok, Arnold Steinhardt e com o
Guarneri Quartet. Em 1990 ganhou o primeiro prêmio na ARD International Music Competition, em Munique, na categoria duo violino-piano, com seu parceiro Arnon Erez.
Como solista, já tocou com várias das grandes orquestras do mundo. Em 1985, foi convidado a juntar-se a Isaac Stern e Pinchas Zukerman em um concerto
de gala no Carnegie Hall, performance que fez com que fosse convidado por Zubin Mehta a apresentar-se com ele no Concerto Duplo de Brahms, também no
Carnegie Hall. Hagai Shaham atua intensamente nas principais salas do mundo, como recitalista. Tem gravações para os selos Decca, Chandos, Naxos e,
especialmente, Hyperion.
Antonio Carlos Carrasqueira (Brasil)
Flauta. Com uma história de centenas de concertos por países dos quatro continentes, e inúmeros CDs gravados, Antonio Carlos Carrasqueira tem um repertório
que vai da música barroca à eletroacústica.
Elogiado pela crítica internacional executando Bach, Vivaldi, Mozart, Poulenc, é também considerado um mestre do choro, a música tradicional brasileira.
Professor na Universidade de São Paulo, nos últimos anos tem ministrado Master Classes, principalmente sobre música de compositores latino-americanos,
em universidades nos EUA e Europa.
Aprendeu sua arte com o pai, João Dias Carrasqueira, flautista e compositor. Completou sua formação na Europa onde fixou residência por vários anos,
tendo como mestres Roger Bourdin, Fernand Caratgé, Christian Lardé e James Galway. Com uma premiada carreira desenvolvida ainda muito jovem no Brasil,
na Europa foi laureado com o Primeiro Prêmio de Flauta (Medalha de Ouro) do Conservatoire de Versailles, com a “Licence de Concert” da École Normale de Musique
de Paris e com o Prêmio Especial do Júri do Concurso Internacional de Flauta G. B. Viotti, em Vercelli, Itália.
É membro do premiado Quinteto Villa-Lobos e colabora continuamente como convidado junto a artistas como Egberto Gismonte, Naná Vasconcelos,
Paquito de Rivera, Marcos Suzano, Paulo Bellinatti, Maurício Carrilho e Nelson Ayres.
Maurício Carrilho (Brasil)
Violão e Arranjos. É compositor, violonista e arranjador. Músico dos mais requisitados da MPB, como arranjador destacou-se em discos de Nana Caymmi e
Elizeth Cardoso. Como compositor, tem músicas gravadas por Sivuca, João de Aquino, Teca Calazans e outros. E como violonista tem participações em várias dezenas
de discos de nomes como Chico Buarque, Francis Hime, Nara Leão e Joel Nascimento. Já ganhou três Prêmios Sharp: dois por "O Trio", vencedor das categorias
Melhor Grupo e Melhor CD Instrumental, e um como Melhor Arranjador pelo CD "A Dama do Encantado", de Olívia Byington.
Nascido em uma família de chorões, filho de Álvaro e sobrinho de Altamiro Carrilho, começou sua carreira profissional há 30 anos, fazendo parte do conjunto
de choro Os Carioquinhas. Da base de Os Carioquinhas formou depois um novo grupo, a Camerata Carioca. Tendo como mentor o maestro Radamés Gnattali,
o grupo trabalhava com uma linguagem musical mais próxima da música de câmara, e teve grande importância, no final dos anos 70 e início dos 80, na modernização
da linguagem do choro.
Juntamente com Álvaro Carrilho, Luciana Rabello, Celsinho e Pedro Amorim, Maurício vem, há vários anos, ministrando cursos de choro, no Rio de Janeiro e
em cidades como Curitiba, Florianópolis e Itajaí.
Seu trabalho para manter vivo o choro fez também com que se juntasse a outros jovens chorões criando a gravadora Acari, que já colocou no mercado três
dezenas de CDs, vários deles recuperando o trabalho de chorões pioneiros como Joaquim Callado e Chiquinha Gonzaga – com as coleções "Princípios do Choro"
e "Choro Carioca, Música do Brasil". Sua discografia própria inclui os CDs "Maurício Carrilho", "A Modernidade da Tradição", "Arranca Toco", "Maurício Carrilho",
"Saravá, Baden Powell!", "Sexteto + 2", "Choro Ímpar" e "O Trio", este com o grupo que tem com Pedro Amorim e Paulo Sérgio Santos.
Solistas Personnalité (Brasil)
Cordas: Horácio Schaefer, viola; Pablo de León, violino; e Roberto Ring, violoncelo. Os talentos dos três músicos dos Solistas Personnalité, somados aos dos
músicos excepcionais que participam sempre de suas apresentações como convidados, resultam em experiências únicas aos apreciadores da boa música
instrumental, em concertos que misturam composições clássicas e peças populares brasileiras em arranjos exclusivos do criativo e versátil arranjador e pianista
Nelson Ayres.
Mozart e Tom Jobim, Brahms e Pixinguinha, Ravel e Ernesto Nazareth, e muitos outros autores separados por alguns séculos e um oceano, dividem o mesmo
palco e a admiração do público, em apresentações que justapõem diferentes estilos e sonoridades. Nelas, o clássico volta a ser popular e o popular torna-se
clássico.
Os Solistas Personnalité têm desenvolvido, a partir de sua experiência e talento já demonstrados na execução de repertório romântico e clássico para
trio de cordas e quarteto para piano, novos conceitos em apresentações de música instrumental. Esse é um dos talentos dos Solistas Personnalité: a capacidade
de reinventar e refletir a harmonia e o "sotaque musical" brasileiros em uma linguagem capaz de colocar os nossos maiores autores, definitivamente, entre os mais
importantes nomes da música universal.
| São Paulo 17 e 18 de outubro, às 21h00 / Rio de Janeiro 16 de outubro, às 20h30. |
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 Programa:
- J. Brahms - Sexteto para cordas nº 2 em sol maior op. 36.
- R. Strauss - Abertura da ópera Capriccio.
- Chiquinha Gonzaga - Gaúcho (tango brasileiro).
- Ernesto Nazareth - Ameno Resedá (polca).
- Joaquim Callado - Flores do coração (quadrilha).
- Anacleto de Medeiros - Implorando (schottisch).
- Pixinguinha - Cochichando (choro).
- Maurício Carrilho - Choro cubano.
- Maurício Carrilho - Lundu de Ojó.
Onde:
Espaço Promon - Av. Juscelino Kubitschek,1830 - SP
Sala Cecília Meireles - Largo da Lapa, 47 - RJ
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 Hagai Shaham violino (Israel) |
 Antonio Carlos Carrasqueira flauta (Brasil) |
 Maurício Carrilho violão e arranjos (Brasil) |
 Solistas Personnalité cordas (Brasil) |
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