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Sobre a noite:
Aos 80 anos, Lee Konitz é uma lenda do jazz que brinca com o universo de seu instrumento. Da música francesa ao jazz, tudo é contaminado com o bendito sopro
do improviso.
O saxofone, de volta às origens
Uma noite de tributos e comemorações em torno dos 80 anos de Lee Konitz, o saxofonista nascido em Chicago que está sendo reverenciado em todo o mundo
em 2007. Não por acaso, Konitz é um dos raros músicos de jazz que pratica, há mais de meio século, uma filosofia musical inclusiva. Estudou, ainda adolescente,
com um clarinetista da Sinfônica de Chicago; com seu sax-alto, participou em 1949 da gravação de "Birth of Cool", um dos discos mais célebres da história do jazz,
ao lado de Miles Davis; firmou-se em seguida como discípulo do pianista cego Lennie Tristano, um dos primeiros a não fazer distinções claras entre popular
e clássico.
Por tudo isso, a sonoridade do saxofone-alto de Konitz não tem vibrato e se aproxima bastante do modo francês de tocar sax. Inventado em 1842 e rapidamente
agregado à orquestra sinfônica, o sax é também instrumento-chave na história do jazz, de Charlie Parker a Sonny Rollins, de John Coltrane a Lee Konitz.
A noite de hoje gravita, portanto, entre o universo da música francesa de câmara e o jazz, também camerístico, tal como Lee Konitz o pratica há sessenta anos.
O clássico quarteto para piano e cordas de Gabriel Fauré (1845-1924) dá o tom a uma apresentação onde outro francês, Claude Debussy (1862-1918), ensaia
uma "Valse Romantique" e até uma "Rêverie".
Clique nas fotos para ver a Biografia:
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Lee Konitz (EUA)
Saxofone. Os concertos de Konitz na série Clássicos Personnalité serão nos dias 2, 3 e 4 de outubro, ou seja, a apenas uma semana do transcurso de seus
80 anos (ele nasceu em 13 de outubro, em Chicago).
De certo modo, esses concertos integram-se à intensa programação de concertos nos Estados Unidos e na Europa para festejar a efeméride. Konitz tem
mais de 60 anos de carreira, e sempre se destacou por seu estilo original, longe da influência avassaladora de Charlie Parker. Não se pode esquecer que foi um
dos arquitetos do cool jazz; nos anos 40, integrou ao lado de Miles Davis o noneto que gravou o antológico The Birth of the Cool.
Sempre prolífico, Konitz tem dezenas de álbuns como líder, além de ter gravado em álbuns de músicos como Dave Brubeck, Ornette Coleman, Charles Mingus,
Gerry Mulligan e Elvin Jones. Desde os anos 60 tem morado e trabalhado na Europa, sem no entanto deixar de se apresentar com freqüência nos Estados Unidos.
Sanja Bizjak (Croácia)
Piano. Sanja Bizjak, 19 anos recém-completados, começou seus estudos de piano aos 6 anos, com Zlata Males. Em 2001, aos 12 anos, ingressou no Conservatório Nacional
Superior de Música de Paris, na classe de Jacques Rouvier, tornando-se a mais jovem candidata a passar no rigoroso teste de admissão.
Em 2004, obteve seu 1º prêmio de piano e de música de câmara. Desde então, já recebeu 19 premiações internacionais, das quais 13 primeiros prêmios e dois prêmios
especiais.
Participou de master classes com Igor Lazko, Oleg Maisenberg, Alexander Satz e Menahem Pressler. Realizou inúmeros recitais (na Iugoslávia, Rússia, França, Romênia,
República Checa, Eslováquia, Áustria, Alemanha, Itália, Hungria) e fez diversas gravações para rádio e televisão (na Iugoslávia, Rússia, Romênia, República Checa,
Alemanha e Itália), além de apresentações como solista com as Orquestras Filarmônica de Belgrado, Sinfônica da Ucrânia e Orchestre d'Avignon.
No final de 2004, começou curso de aperfeiçoamento de piano com Alexander Satz, no Conservatório de Graz, Áustria, e de dois pianos (com a irmã Lidija) com Jacques
Rouvier. No curso do 3º ciclo de música de câmara no Conservatório de Paris – em setembro de 2005, o duo pianístico formado por Sanja e Lidija Bizjak obteve dois prêmios
especiais no concurso da ARD, em Munique. Em 2005, recebeu bolsa de estudos da Fundação Natexis. No ano seguinte, realizou seu primeiro recital no Auditório do Louvre
e estreou no festival de piano de Roque d'Anthéron, onde voltou a se apresentar em 2007. Em fevereiro de 2007, participou da Folle Journée, em Nantes.
Ohad Talmor (França)
Saxofone e arranjos. Francês de origem israelita, nasceu em Lyon em 1970, mas viveu toda sua infância e adolescência em Genebra, na Suíça, onde começou seus
estudos de piano aos 4 anos.
Esteve nos Estados Unidos em 1987, como estudante em um programa de intercâmbio. Apaixonou-se então pelo jazz e passou para o saxofone e a clarineta.
De volta à Europa, passou a estudar musicologia na universidade, ao mesmo tempo em que tocava em clubes de jazz.
Em 1995 foi estudar composição e arranjos em Nova York, na Manhattan School of Music, diplomando-se em 1997. Desde então continua morando nos
Estados Unidos, no Brooklyn, NY. Lá, além de atuar à frente de seus próprios grupos, atua também como diretor musical do Lee Konitz Nonet.
Luiz Amato (Brasil)
Violino. Bacharel pela USP e concluiu o Mestrado e 'graduate diploma' pelo New England Conservatory de Boston. Em 1996 doutorou-se pela
Universidade da Califórnia em Santa Bárbara – tendo sido membro do quarteto em residência daquela universidade. É ganhador de dois
prêmios APCA, como membro do Quarteto de Cordas de São José dos Campos e com o Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo.
Foi spalla da Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo e da Amazonas Filarmônica. Atualmente é professor da UNESP e spalla da Orquestra
Jazz Sinfônica.
Solistas Personnalité (Brasil)
Cordas: Horácio Schaefer, viola; Pablo de León, violino; e Roberto Ring, violoncelo. Os talentos dos três músicos dos Solistas Personnalité, somados aos dos
músicos excepcionais que participam sempre de suas apresentações como convidados, resultam em experiências únicas aos apreciadores da boa música
instrumental, em concertos que misturam composições clássicas e peças populares brasileiras em arranjos exclusivos do criativo e versátil arranjador e pianista
Nelson Ayres.
Mozart e Tom Jobim, Brahms e Pixinguinha, Ravel e Ernesto Nazareth, e muitos outros autores separados por alguns séculos e um oceano, dividem o mesmo
palco e a admiração do público, em apresentações que justapõem diferentes estilos e sonoridades. Nelas, o clássico volta a ser popular e o popular torna-se clássico.
Os Solistas Personnalité têm desenvolvido, a partir de sua experiência e talento já demonstrados na execução de repertório romântico e clássico para trio de cordas
e quarteto para piano, novos conceitos em apresentações de música instrumental. Esse é um dos talentos dos Solistas Personnalité: a capacidade de reinventar
e refletir a harmonia e o "sotaque musical" brasileiros em uma linguagem capaz de colocar os nossos maiores autores, definitivamente, entre os mais importantes
nomes da música universal.
| São Paulo 3 e 4 de outubro, às 21h00 / Rio de Janeiro 06 de outubro, às 20h30. |

Programa:
- O. Talmor - Pretty Peace.
- L. Konitz - Lied im Herzen.
- G. Fauré -
Quarteto nº 1 para piano e cordas em dó maior op. 15
Allegro molto moderato / Allegro vivo / Adágio / Allegro molto
- M. Ravel - Jeux d'eau, para piano..
- C. Debussy - Dois Estudos para piano, do Livro II
Nº 8, Pour les agréments
Nº 9, Pour les notes répétées
- C. Debussy - Valse Romantique
- C. Debussy - Rêverie
- G. Fauré - L'absent
- L. Harding Armstrong - Struttin' with some barbeque
Onde:
Espaço Promon - Av. Juscelino Kubitschek,1830 - SP
Sala Cecília Meireles - Largo da Lapa, 47 - RJ
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Lee
Konitz
saxofone (EUA) |

Sanja
Bizjak
piano (Croácia) |

Ohad
Talmor
sax e arranjos (França) |

Luiz
Amato
violino (Brasil) |

Solistas
Personnalité
cordas (Brasil) |
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