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Sobre a noite:
O ecletismo é uma benção, o que se prova nos elementos da música cigana de Brahms e nos clássicos da MPB. O que é clássico para você?
Johannes Brahms (1833-1897) usa e abusa de um tema cigano em seu quarteto para piano e cordas, e o nosso Heitor
Villa-Lobos (1887-1959) brinca com a malemolência tipicamente brasileira adicionando-lhe pitadas de Johann
Sebastian Bach em suas Bachianas Brasileiras. Tom Jobim, um olho no Jardim Botânico, outro no Cristo Redentor,
arrisca melodias amplas e belas, flertando ao mesmo tempo com o popular e o erudito, como faz também com toques
de gênio Kurt Weill. Este é o status abençoadamente eclético da música, onde cabem o forró de Luiz Gonzaga, o
frevo frenético de Gilberto Gil e o xote de Nelson Ayres. De que música estamos falando? Da música de qualidade,
sem fronteiras.
Clique nas fotos para ver a Biografia:
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Nelson Ayres (Brasil)
Piano. Iniciou sua carreira como pianista de um conjunto de jazz tradicional, o São Paulo Dixieland Band, no começo dos anos 1960. Aos poucos seu interesse
foi mudando para o jazz contemporâneo e para a bossa nova. Participou dos shows estudantis que mostravam os primeiros trabalhos de Taiguara, Toquinho,
Chico Buarque.
Ganhando uma bolsa de estudos, tornou-se o primeiro brasileiro a cursar o Berklee College of Music em Boston. Nos Estados Unidos tocou e gravou com
Airto Moreira, Flora Purim, Astrud Gilberto, Ron Carter, Walter Booker e outros músicos. Na volta para o Brasil em 1972 montou a Big Band de Nelson Ayres,
que se tornou o principal núcleo de revigoração da música instrumental paulista da década de 70. Durante oito anos a orquestra se apresentou para platéias lotadas
no Auditório Augusta e levou música instrumental para o circuito universitário. Ao mesmo tempo, Ayres fazia shows e gravava discos com Simone, Chico Buarque,
Toquinho e Vinicius, Dori e Nana Caymmi, Edu Lobo e muitos outros. Foi também figura de destaque nos dois Festivais de Jazz São Paulo/Montreux, apresentando-se
ao lado de Benny Carter, Dizzy Gillespie e Toots Thielemans e participando de sua organização.
A década de 80 foi dedicada ao Pau Brasil, quinteto que propunha para a música instrumental brasileira um caminho diferente do jazz-rock dominante na época.
O grupo fez diversas turnês pela Europa e Japão, além de gravar quatro discos lançados internacionalmente. Na década de 90, Nelson Ayres voltou-se novamente
para a música orquestral, tendo sido fundador, regente e diretor artístico da Orquestra Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo. Tem regido freqüentemente outras
orquestras no Brasil e no exterior incluindo a Orquestra Sinfônica de Jerusalém e a Orquestra Filarmônica de Israel. Foi comissionado pela OSESP –
Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo para compor seu Concerto para Percussão e Orquestra, estreado em dezembro de 2000. A partir de 2000 voltou a
dedicar-se ao piano, liderando o Nelson Ayres Trio.
Janis Vakarelis (Grécia)
Piano. Radicado na França há mais de 25 anos, Vakarelis tem uma intensa carreira internacional, cujo impulso principal foi o primeiro prêmio que conquistou
em 1979 no concurso Rainha Sofia, em Madrid.
Tem trabalhado com grandes orquestras e grandes maestros, entre eles L. Maazel, C. Davis, S. Rattle, K. Masur, M. Rostropovitch, V. Ashkenazy, Y. Menuhin,
N. Marriner. Como camerista, tem atuado ao lado de músicos como Y. Bashmet, S. Isserlis, H. Schiff, V. Spivakov, A. Dumay, M. Maisky, M. Portal, Ensemble Wien,
Berlin Philharmonic Quartet, Fine Arts Quartet. Tem extensa discografia, com discos para os selos RCA, ASV e RPO Records, participa freqüentemente dos mais
prestigiados festivais da Europa.
Em 1991, fundou na Grécia o Nafplion International Music Festival, do qual é diretor artístico.
Solistas Personnalité (Brasil)
Cordas: Horácio Schaefer, viola; Pablo de León, violino; e Roberto Ring, violoncelo. Os talentos dos três músicos dos Solistas Personnalité, somados aos dos
músicos excepcionais que participam sempre de suas apresentações como convidados, resultam em experiências únicas aos apreciadores da boa música
instrumental, em concertos que misturam composições clássicas e peças populares brasileiras em arranjos exclusivos do criativo e versátil arranjador e pianista
Nelson Ayres.
Mozart e Tom Jobim, Brahms e Pixinguinha, Ravel e Ernesto Nazareth, e muitos outros autores separados por alguns séculos e um oceano, dividem o mesmo
palco e a admiração do público, em apresentações que justapõem diferentes estilos e sonoridades. Nelas, o clássico volta a ser popular e o popular torna-se clássico.
Os Solistas Personnalité têm desenvolvido, a partir de sua experiência e talento já demonstrados na execução de repertório romântico e clássico para
trio de cordas e quarteto para piano, novos conceitos em apresentações de música instrumental. Esse é um dos talentos dos Solistas Personnalité: a capacidade
de reinventar e refletir a harmonia e o "sotaque musical" brasileiros em uma linguagem capaz de colocar os nossos maiores autores, definitivamente, entre os mais
importantes nomes da música universal.
| São Paulo 17 e 18 de setembro, às 21h00 / Rio de Janeiro 16 de setembro, às 17h00. |
 Programa:
- H. Villa-Lobos - Ária da Bachianas Brasileiras nº 4.
3º movimento, Ária ( Cantiga ).
- J. Brahms - Quarteto para piano e cordas nº1 em sol menor op. 25.
Allegro/Allegro ma non troppo/Andante com moto / Rondo alla zingarese: Presto.
- Kurt Weill - Youkali para piano e solo.
- Kurt Weill - Je ne t’aime pas, para piano e solo.
- Tom Jobim - Saudades do Brasil.
- Luiz Gonzaga - Qui nem jiló.
- N. Ayres - Só xote.
- N. Ayres - Perto do coração.
- C. Buarque - Deus lhe pague.
- G. Gil - Frevo rasgado.
Onde:
Espaço Promon - Av. Juscelino Kubitschek,1830 - SP
Sala Cecília Meireles - Largo da Lapa, 47 - RJ
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 Janis Vakarelis piano (Grécia) |
 Nelson Ayres piano (Brasil) |
 Solistas Personnalité cordas (Brasil) |
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