A CLARINETA NO MUNDO
Sobre a noite:

A clarineta, com seu jeito sedutor, faz uma verdadeira declaração de amor à música, de Brahms aos clássicos brasileiros.

Ela apareceu no início do século 17 e tomou a forma que hoje conhecemos em meados do século 19. A clarineta tem uma enorme diversidade de timbre: no registro grave, tem timbre profundo, quase cavernoso; o registro médio é mais claro, sem deixar de ser aveludado; e no registro agudo o timbre assume-se irônico, sarcástico, cômico. Estas definições, retiradas de um dicionário técnico, mostram bem por que a clarineta é o mais completo dos instrumentos de sopro de madeira.

A mesma diversidade aparece nas andanças da clarineta pelas músicas do mundo. Ela encantou Mozart, no final do século 18, rendendo um quinteto e um concerto célebres; e um século depois seduziu Brahms. Ele se aposentou em 1891, aos 58 anos - foi passar férias sem data para acabar em Bad Ischl, na Alemanha, onde há um maravilhoso lago. Mas a arte de um clarinetista, Richard Mühlfeld, apaixonou-o a tal ponto que ele voltou à ativa com um quinteto para clarineta e cordas que é uma verdadeira declaração de amor à música e ao instrumento. O clarinetista francês Romain Guyot sola a clarineta, ao lado dos Solistas Itaú Personnalité.

Desde o início do século 20 a clarineta parecia estar em todos os lugares. Ao norte do equador, já era instrumento obrigatório no jazz nascente de New Orleans, coroando, décadas mais tarde, "rei do swing" um de seus instrumentistas, Benny Goodman; ao sul, já participava das rodas de choro cariocas, foi decisiva na genial música de Pixinguinha nos gloriosos anos 30/40, até desembocar num de seus mais qualificados virtuoses da atualidade, Paulo Sérgio Santos.

Acompanhado pelo violão de Caio Márcio, Paulo Sérgio conta a história da clarineta à brasileira, de Pixinguinha ("Segura Ele" e "Gargalhada") a Guinga ("Nítido e Obscuro"), passando por composições próprias ("Choro Sambado" e "Marshixe"), de Edu Lobo ("Beatriz") e fazendo um tributo imperdível a um gênio do instrumento, K-Ximbinho, autor de "Ternura".

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São Paulo 7 e 8 de novembro, às 21h00 / Rio de Janeiro 10 de novembro, às 20h30.

Programa:
  • J. Brahms - Quinteto op. 115 para clarineta e cordas.
  • Guinga - Nítido e obscuro.
  • Pixinguinha - Segura ele.
  • K-Ximbinho - Ternura.
  • Edu Lobo - Beatriz.
  • Paulo Sérgio Santos - Choro sambado. Marshixe.
  • Pixinguinha - Gargalhada.
Onde:
Espaço Promon - Av. Juscelino Kubitschek,1830 - SP
Sala Cecília Meireles - Largo da Lapa, 47 - RJ

Romain Guyot
clarineta
(França)

Paulo Sérgio
Santos

clarineta (Brasil)

Caio Márcio
violão (Brasil)

Solistas
Personnalité

cordas (Brasil)